The Night Rats
30 Novembro, 2006
  Slippery Cell, The Mercedes-Benz 190D avec the right wheels nos buracos dos Foros

Eu, juntamente com outro eu, criei, uma célula activista liderada por mim. Ainda estou a pensar no nome que lhe devo atribuir. A célula terá actividade nocturna e será direcionada para a descoberta dos seguintes códigos internos: Nhu, Disfarce de Helicóptero e Disfarce de Motor de Rega. Está também no mesmo âmbito sobre a mesa, um dossier muito importante em estudo, por isso não o incomodem, 4 canetas da mesma côr, preto penso eu, e um daqueles calendários com uma folha para cada dia com números grandes. Uma das missões não correu lá muito bem e acabamos por ficar com o nosso M-190D, veículo automovél com 4 rodas e multíplas engrenagens para, pronto, fazer aquilo andar para onde queremos, preso na lama no fatídico dia 28 de Novembro de 2006. Em fase de estudo estão ainda os seguintes códigos: "O Zé Relógio mandou-se de bicicleta contra o Pivot do Marques da Cruz e 'tá todo arranhado", "Sardinheiro in the house", "Zaia Power", "A bimba quer se ir deitar qué meia-noite" e o antigo mas não menos importante "Esferó-nice, leia-se Esferó-naisse, a contornar o quarteirão e a ficar com o carro cheio de cão". Tudo isto é da mais alta importância e será relatado conforme possível. Terminado.

JOE

 
  Tal e tal…

Fui alertado por um camarada, cujo nome não posso revelar, para o facto de ter saído um artigo num pasquim regional sobre os "blogs" que andam a surgir como cogumelos, aqui no concelho de... Pensavam que eu ia dizer qual era? Ah, isso é que era bom... Mas por acaso até tenho a minha localização em Benfica do Ribatejo por isso não será muito difícil de descobrir... Ou será esta terra um lugar perdido algures nos montes da beira interior? Já não sei...Isto tudo relativo ao facto de terem prescutado a internet por blogues do concelho de... Ahhhh...! Mas vocês acham mesmo que vou dizer qual é o concelho? Continuando, como não faço parte do concelho de tal e tal, bem longe de Carrapichana, longe como quem diz, uns 100 kms... Devem ser mais mas pronto, fica assim. Como estou longe de tal e tal, cerca de 7 kms para um certo lado da estrada que liga tal e tal a além e a outros 7 kms de Benfica do Ribatejo no sentido contrário, não fomos... Fomos? Mas isto já é um pagode? Não fui colocado entre os outros blogues do concelho de tal e tal. O dito pasquim tem claramente jornalistas retirados de dentro de cubas de fermentação reles. É triste quando existe um sentimento egocêntrico na mente de jornalistas regionais, ao ponto de não investigarem as demais depêndencias de um certo concelho administrativo, regulamentado e cartografado, agora aqui referido por mim com desdém como tal e tal. Nem direito a letra maiúscula no início lhe reservo tal a minha dor e mágoa. O pasquim será achincalhado sempre que houver hipótese pela grave lacuna que cometeu. Eu nem me importava mas quando verifiquei que tenho a minha localização revelada e assinalada com o nome da terra onde tenho as minhas cuecas guardadas, fico claramente aborrecido com a falta de brio profissional de pessoas que clamam "procurar a verdade".

JOE

 
15 Novembro, 2006
  O Farol

Qual é a dificuldade de perceberem que quando está nevoeiro não é preciso sempre andar com a luz traseira de nevoeiro acesa no veículo? Isso só tem nexo quando somos o ultimo carro da fila ou quando não há ninguém por perto...especialmente na retaguarda. Todos nós temos vontade de usar aquele botão que só se pode usar em ocasiões especiais mas que normalmente avaria numa inspecção periódica obrigatória... Dá ideia que o carro assim fica mais seguro, não é?. A única coisa que os “senhores-dedo-com-comichão” ganham é que alguém lhes bata por trás visto a intensidade do farol de nevoeiro ser igual à das luzes de travão. Filas de transito podem ser muito reveladoras...


JOE
 
09 Novembro, 2006
  Anuário de Vinhos 2007

Usei o vaso sanitário. Caguei.

Estive também a ler um artigo muito interessante que vem numa Dica (esse reles pedaço de jornal à borla que dá tanto jeito para tirar a água de dentro das botas dos tropas...) sobre o Anuário de Vinhos 2007 da autoria de João Afonso. Passo a citar:

Começa a ser hora de mudarmos o discurso de “o vinho está caro”. O que está caro é o vinho que todos querem comprar. São esses vinhos de que muito se fala e que poucos bebem que se tornaram responsáveis por alguns preços exorbitantes que reflectem, mais do que a qualidade, a procura que têm pelos consumidores com forte poder de compra – esqueça estes vinhos – pelo menos na maioria das suas compras. Eles não o “levam ao céu”, assaltam-lhe sem piedade a carteira e quando chega a hora da verdade não lhe dão muito prazer do que outros vinhos bem mais baratos”.

Desde já alerto as autoridades vinícolas para a seriedade deste caro escritor, tal como eu, mas com a vantagem de vender livros a gordos flácidos que têm a mania usarem o vinho como “tantum verde”, neste caso, amarelo ou vermelho...

Alerto também as autoridades sanitárias porque comi sopa de pedra ontem ao jantar e as minhas fezes vão a caminho da ETAR. Não digo qual porque senão descobriam onde eu moro e emitiam um mandato de captura.

João Afonso diz que começa a ser hora de mudarmos o discurso. Ele quer é que ande tudo bêbedo. Vinhos que muito se fala...

- Germén, ouviste falar no vinho que explodiu e matou 7 pessoas num supermercado?

- Epah, por acaso não ò Silócio.

Exalto aqui a acção subliminar de – esqueça estes vinhos – como uma bela forma de comandar as pessoas a deixarem de olhar para esses vinhos na prateleira. Mas ao mesmo tempo diz, “pelo menos na maioria das suas compras” para que nunca se deixe de comprar vinho na totalidade porque mesmo sendo mau vinho, ou vinho pop, alimenta a máquina vincula onde ele se insere naturalmente...

Claramente que nenhum vinho me “leva ao céu” da mesma forma que as cabeças de nabo não me levam ao inferno. Por acaso o alho leva-me ao W.C. e o feijão tem a mesma orientação.

O que eu não acredito é que um vinho me assalte. Ora, com franqueza...Os anúncios do Mini-Preço andam a mudar a imaginação das pessoas. Garrafas com uma faca empunhada a dizerem: - Passa para cá a carteira senão salta-me a rolha!

Imagino os gordos carecas, provavelmente gerentes de um balcão do Montepio Geral, com os genitais erectos quando bebem um copo de Porta da Ravessa e descobrem que não vão ter um orgasmo e têm um desgosto...Que vida infame.

Note-se que João Afonso nasceu em 1957, foi o primeiro bailarino do Ballet (que eufemismo triste, mas é como veio descrito...) Gulbenkian(...) (Como será ser o primeiro bailarino? Dançou tudo sozinho? Boa...)

Na capa do livro vem ainda o seguinte:

All the necessary information in english: Palavrões e calão vinícola

How to use this yearbook: Deve se usar como o Almanaque Borda d'Água

Tasting Notes: Como detectar notas falsas através da degustação

Price/Quality Relationship: Horóscopo vincula pela mão da Maia.


João Afonso - Genial.

JOE
 
O Capitão Moura anda por perto...

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